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LECH LECHÁ

 

D'us ordena a Avram que este saia da sua terra, Ur Casdim, e da casa de seu pai, para Eretz Cnaan, e promete que fará dele um grande povo. Avram, sua mulher Sarai e seu sobrinho, Lot, seguem para lá.

 

De lá, descem para o Egito devido à fome.

 

Durante a Guerra dos 4 Reis contra os 5, Lot, que tinha se separado de Avram, é preso e Avram o resgata, trazendo de volta suas possessões.

 

D'us reitera a Avram sua promessa, apesar de Avram ainda não ter tido filhos. Isto foi o "Brit bein habetarim", onde também é dito que sua descendência seria escravizada durante 400 anos no Egito, e depois redimida e trazida de volta para sua terra.

 

Sarai dá Hagar, sua serva, a Avram para este ter filhos, e nasce Ishmael. HaShem aparece a Avram quando este tinha 99 anos, e muda seu nome para Avraham, e o de Sarai para Sarah, mais uma vez promete uma descendência numerosa a Avraham e ordena que Avraham e todos os seus descendentes façam a circuncisão. Finalmente, anuncia que Sarah terá um filho, e que seria através deste que as promessas se realizariam. Avraham faz circuncisão em si próprio e em Ishmael

 

Shabat Shalom

 

Uma história para viver

 

"Na Perashá dessa semana, lemos que o povo judeu é uma benção para a humanidade, e temos o poder de abençoar.

 

O Rebe Elimelech de Lyszhensk estava uma vez andando junto com outro homem, quando ouviu uma voz celestial proclamando um prêmio espiritual no Mundo Vindouro para todo aquele que ajudar a salvar o Rebe Shmelke de Nikolsburg da dura oposição de seus antagonistas.

 

Chegando lá, pediu que Reb Shmelke o permitisse pregar na sinagoga de modo a repreender a congregação.

 

Logo a sinagoga estava cheia de gente ansiosa para ouvir o visitante. Durante o sermão, Reb Elimelech provou para eles por vários modos como dar um jeitinho em várias proibições especificadas pela Torá. Esse tipo de ensinamento era bem o que eles gostavam de ouvir.

 

No final, anunciou que iria pregar novamente no dia seguinte, e quase todos as pessoas da cidade apareceram para ouvi-lo. Ele então subiu ao púlpito e provou dessa vez por "a mais b" que, não só o que ele havia falado no dia anterior não estava correto como na realidade era proibido transgredir não só essas proibições explícitas da Torá, mas também a mais simples das proibições ordenadas pelos Sábios.

 

Suas palavras suscitou os ânimos de arrependimento e retorno de todos os ouvintes. Eles choraram, e falaram um para o outro, "Ele está nos dizendo exatamente o que nosso rabino tem nos dito há anos, mas nunca percebemos, devemos ir à casa dele pedir perdão!"

 

Então eles foram à casa de Reb Shmelke e pediram perdão, explicando que o sermão do visitante havia lhes mostrado que ele sempre teve razão.

 

Quanto ao Reb Elimelech, se despediu de Reb Shmelke, e voltou para casa. Já na estrada, ele ouviu uma voz celestial falando: "Já que você ajudou o Reb Shmelke, todo aquele que você abençoar durante as próximas vinte e quatro horas será abençoado."

 

Reb Elimelech andou um pouco, feliz com seu presente mas desapontado por não encontrar ninguém na estrada para quem dedicar seu poder de benção. De coração partido, desabafou com o Criador: "Então, o senhor me dá o dom da benção por vinte e quatro horas, mas não posso usá-lo com nem mesmo um outro judeu?"

 

Enquanto ele terminava sua reza, viu uma mulher andando no campo e saiu correndo para lá e imediatamente começou a abençoá-la. Vendo que a senhora estava assustada, tentou acalmá-la dizendo que iria dar tudo certo.

 

Daquele dia em diante, todos os negócios da senhora e do marido começaram a dar tão certo que eles ficaram muito ricos, se mudando para uma cidade maior e começando negócios ainda maiores. Eles concluíram que aquele estrangeiro desconhecido que os tinha abençoado era o próprio profeta Eliahu. Os novos ricos mercadores se tornaram grandes filantropos, instruindo seus funcionários a darem caridade por sua conta até uma moeda de ouro sem mesmo consultá-lo, embora para valores maiores tivessem que perguntar.

 

Muitos anos se passaram e um dia Reb Elimelech e seu irmão Reb Zusha de Anipolia decidiram viajar para coletar dinheiro para resgatar prisioneiros judeus. Sabendo que tinha uma certa cidade onde havia um magnata generoso, resolveram ir até lá. Os funcionários ofereceram um dinar de outro mas eles recusaram. Então tiveram que chamar o patrão. Os visitantes foram admitidos na sala do mercador mas assim que sua esposa viu Reb Elimelech, começou a tremer e desmaiou. A casa ficou um tumulto.

 

Quando ela acordou, falou para seu marido: "Você sabe quem é ele? É o profeta Eliahu que me abençoou muitos anos atrás. Agora ele voltou, deve ser para tirar de volta toda a riqueza que nos deu!"

 

"Não tenha medo" falou Reb Elimelech. "Não sou o profeta Eliahu, e não vim tirar a sua riqueza. Sou um simples judeu, a não ser pelo fato de D'us ter desejado que minha benção naquele dia fosse cumprida."

 

O mercador então perguntou o quanto ele precisava para resgatar os prisioneiros e logo lhe deu as quinhentas moedas de ouro necessárias.

 

"Queremos dar a possibilidade de outros judeus também participarem nessa grande mitsvá" eles falaram e recusaram a soma oferecida. Depois que ele implorou, eles mudaram de idéia e aceitaram receber metade do valor. Então depois de uma calorosa troca de abraços com o mercador, eles se despediram

 

Para refletir

 

“O homem sábio sabe o que fala, já o tolo fala o que sabe!”

(Rabino Yossêf Caro - 1488-1575)

 

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